Esta é uma obra que, desde o seu nascedouro, foi tomada pelos psicanalistas que a compuseram, acima de tudo, levando em conta a subjetividade de uma época na qual mulheres vão para o cárcere, às centenas. O aumento representativo da participação de mulheres no crime foi o mote para que um coletivo de psicanalistas se perguntasse:
O que a psicanálise pode fazer quanto ao fenômeno do crescente encarceramento feminino?
E foi assim que um corajoso agrupamento de psicanalistas, em sua maioria, ligados à Escola Lacaniana de Psicanálise de Vitória, em 2012, se voluntariou e, sob a liderança de Ângela Cassol, se apresentou para o desafio de realizar um trabalho clínico impar, a se dar no interior de um presídio feminino. (…)




